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Apostei que ia comer um hétero, o jovem Rafael – Final

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– Seu filho da puta!

Foi a primeira coisa que ouvi do Lucas no sábado pela manhã, ao abrir a porta do meu apartamento e encontra-lo lá, me esperando, depois de tocar a campainha cerca de quatro vezes ininterruptas.

– O que aconteceu? – perguntei, ainda sonolento.

– Aconteceu que tu fez merda! – falou ele, já entrando sem ser convidado. Nossa intimidade já permitia esse tipo falta de educação.

– Não estou entendendo… – comecei.

– Sete horas da manhã o Rafael me ligou. – ele disse, e eu gelei por dentro. – Primeiro eu estranhei, porque ninguém liga pra um conhecido a essa hora, ainda mais pra jogar conversa fora…

– Ele te ligou pra jogar conversa fora?

Parte 1 Parte 2

– Foi o que ele tentou fazer parecer. – disse ele, me fuzilando. – Ele tentava puxar assunto, perguntando se eu ia pra festa da Márcia, e eu só conseguia pensar o que diabos estava acontecendo. Foi quando, do nada, ele perguntou, assim como quem não quer nada, DE ONDE EU TE CONHECIA????

Eu fingi surpresa, o máximo que a minha dignidade abalada podia me deixar transparecer, mas eu estava tão grogue que foi algo inútil.

– Foi quando tudo fez sentido. Ele falava blá, blá, blá, e tudo o que eu conseguia ouvir era “o Matias fez merda”, o que foi confirmado pelo olho roxo que eu estou vendo agora na tua cara. Você tem noção de que isso tudo pode respingar em mim?

– Desculpa, cara… – eu estava duplamente envergonhado. Primeiro, por ter estragado tudo com o Rafael na noite anterior. E eu não queria de jeito nenhum perder a amizade do Lucas também. Contei tudo o que rolou algumas horas antes, enquanto ele parecia particularmente interessado na minha experiência. – Bom, perdi a aposta…

– Foda-se a aposta, nem levei isso a sério. – disse ele, abanando as mãos como se espantasse um mosquito.

– E o que tu respondeu pro Rafael sobre de onde me conhecia?

– Disse que um amigo te recomendou pra consertar meu PC ano passado e de vez em quando te encontrava em alguma festa. Ele pareceu convencido.

– Como estava a voz dele? – perguntei, interessado.

– Um pouco trêmula, pra dizer a verdade. Mas dizer como uma pessoa está apenas pela voz dela ao telefone é um pouco demais, né? – respondeu ele. – Bom, pelo menos tu conseguiu ter um gostinho dele, hein?

Gargalhei e fui obrigado a repetir a história no mínimos detalhes, inclusive descrevendo a anatomia do Rafael pra ele que, quando percebi, já estava de pau duro. O Lucas é lindo: loiro, olhos azuis, estilo surfista que passa o dia na praia de bermuda com a prancha embaixo do braço. Abdômen sarado de passar o dia revezando entre praia e academia, ele nunca se preocupou em estudar, já que os pais tem dinheiro suficiente pra 20 gerações viverem confortavelmente de pernas pro ar.

Eu ainda estava com o tesão acumulado da noite anterior, e parti pra cima dele, que me beijou furiosamente. Cara, um beijo entre dois machos é algo que me dá muito tesão, ainda mais quando um dos dois machos sou eu. Rapidamente ele desceu pela minha barriga passando a língua, puxou meu calção pra baixo e abocanhou meu pau com uma sede que há tempos eu não via. Chupou deliciosamente, sugando a cabeça e depois descendo com a língua pelas minhas bolas. A prática dele era tanta com a minha rola que ele sabia exatamente como me deixar louco; a língua dele brincava com o meu cacete. Eu suspirava e empurrava a cabeça dele com a minha mão ainda mais fundo.

Estávamos na sala, e nem nos preocupamos em perder tempo indo para o quarto. Lá mesmo, o fiz se levantar, desabotoei sua bermuda, e dei um banho de língua no seu cuzinho, que se contraiu todo, pedindo pica. Não perdi muito tempo nas preliminares, pois já tinha feito bastante delas num curto espaço de tempo. Eu queria fuder, então peguei a camisinha na minha carteira, encapei minha rola e enfiei de uma vez no Lucas, que gemeu forte. Fodi ele de pé, apoiado na mesa da TV, dando tapas na bunda branca dele, que rapidamente ficou vermelha, enquanto ele se masturbava furiosamente, quase gritando de prazer.

Por um momento, eu fechei os olhos e me imaginei fudendo o Rafael, e quando fixei a imagem dele na minha mente, gozei como não gozava há muito tempo. Quando me percebeu esporrando, o Lucas acelerou a mão e gozou fartamente no chão. Saí de dentro dele fui caminhando a passos trôpegos para o banheiro. Precisava tomar um banho. O Lucas me seguiu e ficou conversando comigo pelado na porta do banheiro.

– Tu gosta dele, né?

– Gosto, ué. – respondi. – Ele era um bom amigo, pena que eu estraguei tudo.

– Você entendeu perfeitamente do que eu estou falando. – falou ele, com um sorriso no canto da boca. Droga, o Lucas me conhecia melhor do que eu mesmo. – Não precisa responder a isso. Curte a tua fossa, e depois segue em frente. Vai que vocês se esbarram de novo no futuro…

Bom, o Lucas estava certo nesse ponto. Eu o Rafael nos esbarramos algumas vezes nos meses seguintes. Vez ou outra, em alguma festa de amigos em comum (e eu suspeitava que o Lucas tinha algo a ver com isso, nos convidando ou fazendo com que o dono da festa nos convidasse), eu o via e ele me olhava rapidamente, mas nem fazia menção de me cumprimentar. No primeiro mês após o ocorrido, não havia um dia sequer em que não pensasse nele, ou que a vontade de ligar pra ele não fosse insuportável demais. Mas o meu orgulho ferido e principalmente, o medo de ouvir algo dele que fosse me magoar ainda mais me impediam de entrar em contato.

O tempo foi passando e os meus sentimentos por ele se acalmaram. Acho que eu já tinha me conformado em tê-lo apenas na lembrança daquela única noite incompleta. Já não falava mais sobre esse assunto com o Lucas, e, como ele tinha sugerido, eu tinha tocado minha vida em frente, depois de ter lambido as feridas. A única coisa que eu sabia a respeito do Rafael é que ele tinha virado um galinha de marca maior: não havia uma festa em que ele terminasse sozinho, e seu apartamento na Tijuca mais parecia um motel rodízio (e isso o Lucas me contou, assim como quem não quer nada, certa vez em que o vimos se atracando com uma morena numa das festas em que ele me evitava).

Certa vez, estávamos em Búzios para uma festa na casa de uma amiga em comum, quando me ausentei da presença de todos e fui ao campo de futebol, local afastado da piscina, da pista e do bar, onde estavam todos. Precisava fumar um pouco de erva, e ficar um pouco sozinho. O local estava pouco iluminado, e eu sentei escorado na tela de proteção, com a bunda na grama e iniciei as tragadas. Isso me acalmava bastante. Eu gostava de fazer isso no silêncio, olhando pro nada e viajando nos meus pensamentos. Cerca de 20 minutos depois, sinto a presença de alguém se aproximando a passos rápidos. Do jeito que eu estava relaxado, nem me preocupei em virar a cabeça para ver quem era, eu simplesmente não me importava. Quando o Rafael passou por mim correndo pude ver que ele nem tinha notado que mais alguém se encontrava lá; sua única preocupação era chegar até um local em que ele pudesse vomitar toda a bebida na qual ele estava se encharcando desde que a festa começou.

Foi quando me dei conta de que, não havia um único momento em todos os poucos vislumbres que tive dele desde que deixamos de nos falar em que não o vi com um copo de bebida na mão. Ele estava vomitando de costas pra mim, e uma parte minha insistia para que eu o ajudasse, mas outra parte orgulhosa do meu ser dizia desdenhosa que ele se fodesse. Terminado o processo, ele se virou cambaleante para ir embora, quando me viu sentado a poucos metros dele, com um cigarro de maconha na mão e olhando para ele com a maior cara de pouco interesse que pude estampar.

Ele pareceu surpreso, depois furioso, como se eu o tivesse seguido até lá. Por um momento, ele esteve prestes a falar algo, mas se calou. Não fiz menção de fazer ou falar qualquer coisa, e ele foi embora mais rápido que quando chegou. Toda a esperança que eu tinha de que algum dia as coisas voltassem ao normal entre nós acabou naquele momento, e uma raiva genuína dele tomou conta de mim. Foda-se o Rafael, pensei. Quem ele pensa que é pra me fazer sentir assim? Com isso, decidi que ele era carta fora do baralho, e entrei na fase galinha da minha vida.

Em dezembro, o Lucas me chamou para passar a virada de ano na casa de praia dele em Arraial do Cabo. Prontamente aceitei e, na manhã de 31 de dezembro, lá estava eu indo para a Região dos Lagos em direção ao local onde conheci o cara que embaralhou a minha vida. Cheguei por volta do meio-dia, bem depois do Lucas, que havia ido de helicóptero junto com o pai. Quando cheguei, levei minhas malas para o quarto de hóspedes e saí para dar uma volta na praia com o Lucas, que estava na fissura para surfar um pouco, já que tinha sido obrigado pelo pai a passar os últimos dois dias na empresa, uma tortura para ele.

Quando voltamos, grande parte dos convidados já haviam chegado, inclusive o Rafael. Sempre que eu o via, todo o muro que eu construí em torno dos meus sentimentos por ele ruía rapidamente.

– Porra Lucas, tu convidou o Rafael? – perguntei.

– Convidei, ué. – respondeu ele, cínico. – Ele passou o Natal com a família em Porto Alegre, mas eles viajaram para os EUA depois disso e ele não tinha onde passar o Réveillon. Eu, como um bom amigo, o convidei. Sem problemas, né?

– Deixa pra lá. E foda-se também, né? Não vou ficar fugindo dele. Não fiz nada de errado.

– Fora chupar ele à força, dedar o cu dele e tentar comer ele…

– Te garanto que ele gostou de cada uma dessas coisas. – falei, sorrindo.

Ele gargalhou um pouco alto demais, chamando a atenção das pessoas próximas, entre elas o objeto da conversa, que não demorou dois segundos com o olhar pousado em mim.

A festa começou cedo. Às 9 horas, todos já beliscavam alguma coisa da ceia, e conversavam animadamente. Tudo bem comportado, já que a família do Lucas estava toda presente, então nada de maconha. Bebidas, poucas. Resumo: tudo muito chato. Nem a música estava alta.

Quem parecia ter mandado um foda-se para as convenções era o Rafael. Seu copo estava sempre cheio, e ele parecia um poço sem fundo, levando o Lucas a ficar levemente preocupado. Às 11 horas, já não dava para não notar o quanto o Rafael estava alcoolizado. Não que ele desse vexame, mas seu olhar injetado e a fala arrastada eram uma evidência incontestável. Não demorou para que o Lucas chegasse até mim, irritado.

– Acabei de levar uma bronca do meu pai. – disse. – Falou que meus amigos são responsabilidade minha e me mandou dar um jeito no pé-inchado ali.

– Boa sorte. – retruquei.

– Boa sorte o caralho, tu vai me ajudar.

– Lucas, se eu chegar perto dele, ou se eu der um “oi”, você vai descobrir o que é um escândalo.

– Matias, ele não reconhece nem a mãe dele. E tudo o que você tem que fazer é me ajudar a levar ele até o quarto de hóspedes lá em cima.

Relutante (mas nem tanto) eu fui. O Lucas pegou ele por um lado, enquanto eu o apoiei do outro, e juntos, subimos as escadas e o jogamos na cama. Lucas parou e o olhou de cima.

– Uau, não sei como tu resistiu hein? – sussurrou pra mim. – Se eu o tivesse na cama comigo durante uma noite toda, já tinha comido ele de todo jeito.

Sorri um pouco e me demorei depois que ele saiu. Fiquei admirando o Rafael cochilando na cama e me bateu uma vontade louca de seguir o conselho do Lucas. Enquanto me decidia, ele começou a se mexer, e abriu os olhos. Primeiro confuso, depois assustado, e por fim, quando me viu, profundamente furioso.

– QUE PORRA É ESSA? – gritou – ONDE TU ME TROUXE?

Meses de mágoa, arrependimento e raiva transbordaram de mim. Num impulso, sem qualquer resposta, devolvi com força o soco que eu levei milhares de anos atrás. Ele caiu de volta na cama, surpreso, me olhando com uma expressão no rosto que não consegui decifrar. Tudo o que eu conseguia ver eram as lágrimas que ameaçavam cair de seus olhos vermelhos.

A princípio, ele me olhou surpreso pela minha reação, mas depois desviou o olhar quando as primeiras lágrimas começaram a se insinuar nos cantos de seus olhos. Mais do que nunca, senti um profundo carinho por ele.

– O que é que tu quer? – perguntou, sem me olhar, ignorando o filete de sangue que começava a se formar no supercílio direito.

– Não quero nada. – respondi, tentando me controlar. – Apenas eu e o Lucas te trouxemos aqui pro quarto de hóspedes porque, aparentemente, você não consegue se controlar quando vê uma lata de cerveja por perto. Estava fazendo vergonha pra você e pro Lucas, que te chamou pra passar a virada do ano com ele e a família dele. – Fiz questão de enfatizar as duas últimas palavras, para que ele tivesse um pouco da dimensão do que ele estava causando. – Sinceramente, não foi esse o Rafael que eu conheci.

– Oi? – ele se virou pra mim, indignado. – Como você se atreve a falar algo desse tipo pra mim? “Não foi esse o Rafael que eu conheci”… Pois, veja só, acho que o Matias que eu achava que conhecia também não existia!

– O Matias que era teu amigo, que gostava de conversar contigo, que não via a hora de chegar em casa pra te ligar e jogar conversa fora? – eu quase gritava. – Ele sempre existiu, Rafael! Está aqui, diante de ti! Mas você preferiu se afastar dele por causa de besteira!

– Não venha querer virar o jogo pra cima de mim, não! – ele se levantou, e qualquer traço de embriaguez que ainda pudesse transparecer nele desapareceu. Ele estava tão sóbrio quanto um monge franciscano. – Tudo aquilo que nós passamos foi uma mentira! A amizade que eu tinha contigo nunca existiu e a confiança que eu depositei em você foi jogada na sarjeta! Cada palavra que tu me falou, cada abraço que tu me deu, cada piada que você me contou, tudo foi planejado.

– Não foi assim… – tentei começar, mas ele não queria parar.

– Sabe o que é pior? – disse ele. – Eu realmente gostava de ti como amigo. Eu confiava em você. E eu nunca acabaria com a nossa amizade se você um dia me contasse que é gay, porque isso não interessa pra mim.

– EU ME APAIXONEI POR VOCÊ! – eu gritei, e me ouvir dizer isso em voz alta pela primeira vez, foi como constatar um fato óbvio que eu não queria enxergar. – Posso ter feito tudo errado no começo, e eu sei que fiz, mas a maior parte do que aconteceu entre nós não foi fingimento! Você tem todo o direito de não querer mais olhar na minha cara depois do que aconteceu, mas só o fato de estar perto de ti me deixa maluco, e eu não consigo mais me segurar, então é melhor eu ir embora. – falei, indo em direção à porta. – Eu espero que um dia tu me perdoe, cara.

Nesse momento, o Rafael saiu correndo de onde estava e me alcançou antes que eu pusesse minha mão no trinco da porta. Ele parecia absolutamente confuso, e não disse nada, talvez porque não conseguisse encontrar as palavras certas, então eu fiz o que eu já estava louco pra fazer há meses: o abracei e o beijei.

A princípio, ele não saiu do lugar, mas não demorou a me corresponder. Colei meu corpo no dele, onde senti o cacete dele duríssimo roçando no meu, que também já estava em ponto de bala. Nossas línguas disputavam uma luta feroz enquanto minha mão esquerda pressionava a sua cabeça de encontro à minha, afagando os cabelos bagunçados dele, que finalmente tomou coragem e também me abraçou. Com a outra mão, tateei pela porta e encontrei a chave, girando-a, não dando a ninguém a oportunidade de nos interromper.

O encostei na parede, e o amassei contra mim. Eu estava tão desesperado por ele que não tirei a minha língua de seu corpo um segundo sequer. Mordi o queixo, passei pelo seu pescoço e fui lambendo seu peitoral, seu abdômen, enquanto ele suspirava. Com a mão, acariciava seu pau, que latejava cada vez mais. Desabotoei a calça, e baixei sua cueca, deixando que o cacete batesse na minha cara. Não perdi tempo e o engoli, sugando o melado que já brilhava na cabeça, ao mesmo tempo em que passava minhas mãos pela sua bunda. Ele se contorcia e falava todos os palavrões possíveis.

Então me fez subir e me empurrou em direção à cama. Por um momento, tive medo de que ele tivesse se arrependido novamente, mas ele voou em cima de mim, tirou minha camisa e me beijava vorazmente. Então, ele também foi descendo a boca pela minha barriga, e pousou a mão no meu pau (quase chorei de emoção). Ainda sem acreditar no que ele estava fazendo, o vi baixando o zíper da minha calça, descer minha cueca e levar a mão ao meu cacete, que parecia querer explodir. Ele bateu uma punheta leve pra mim, olhando pra minha rola, aparentemente tentando criar coragem. Num ímpeto, ele baixou a cabeça e engoliu meu pau. Ele não tinha prática, e chupava devagar, mas me levou ao céu mesmo assim. Parecia que ele estava descobrindo novas coisas, novas maneiras de chegar ao prazer. Depois de cerca de 5 minutos me chupando, fiz com que ele subisse e me beijasse novamente, enquanto eu passava a mão novamente pela sua bunda. Quando cheguei ao seu cuzinho, ele se arrepiou, como tinha acontecido meses atrás.

O deitei de bruços na cama e enfiei minha cara na sua bunda. Chupei aquele cu deliciosamente, estapeei a bunda dele e fui enfiando um dedo fazendo um vai e vem, enquanto ele gemia. Quando eu subi pela costa dele, e encaixei meu quadril no dele, minha rola roçou no cu dele, que se contraiu involuntariamente.

– Cara… eu nunca fiz isso. – disse ele, entre suspiros. – Vai com calma.

– Pode deixar. – foi minha resposta lacônica, pois não conseguia me concentrar em palavras naquele momento. Pareceu ser o suficiente pra ele, que fechou os olhos e empinou a bunda pra mim.

Pincelei o cu dele com a minha rola, passeando pela bunda dele, que tinha os poucos pelos claros em sua extensão arrepiados com a sensação de estar experimentando algo novo. Não tínhamos camisinha, e nem lembramos disso (eu nunca tinha feito sexo sem camisinha, e descobri mais tarde que ele também não). Não aguentando mais, posicionei a cabeça na entrada do seu buraco, e forcei um pouco. Apesar da lubrificação do meu pau e da saliva que ainda permanecia nele, foi um pouco difícil. Não queria machuca-lo de jeito nenhum.

Forcei um pouco mais e um pouco da cabeça começou a penetrar nele, que gemeu de dor e fechou a mão sobre o lençol. Beijei e mordi sua orelha, ao mesmo tempo em que brincava com o seu mamilo. Aos poucos, ele relaxou e eu forcei mais um pouco, enfiando a cabeça e parte do meu cacete nele. Parei ao ver a expressão de dor dele, e fiz um pouco mais de carinho. Parado sobre ele, com metade da minha rola dentro dele, virei sua cabeça procurando sua boca e o beijei delicadamente. Cerca de dois minutos depois, sinto que ele começou a mexer um pouco a bunda, rebolando um pouco: sinal verde para que eu continuasse. Tirei um pouco e voltei, fudendo ele levemente, e a cada estocada, enfiava um pouco mais.

Quando me senti totalmente dentro dele, encostei meu quadril no dele, deixando que o nosso calor se misturasse. Estávamos suados, e comecei a ir um pouco mais rápido. Meu quadril ia e voltava e ele gemia, se soltando cada vez mais. Quando olhei para o lado e nos vi refletidos no espelho do guarda-roupas fiquei mais excitado ainda. Trocamos um olhar pelo reflexo e pela primeira vez o vi com um olhar sem vergonha, safado e fiquei mais excitado ainda. Saí de cima dele, levantei da cama e o coloquei deitado de frente pra mim. Sem dar tempo para que ele respirasse, soquei meu pau nele e comecei a fode-lo sem dó, olhando nos olhos devassos dele. Comendo ele agressivamente, deitei minha testa sobre a testa dele e ficamos nos olhando enquanto eu aumentava cada vez mais as estocadas. Ele gozou primeiro, fechando os olhos, me abraçando fortemente com as pernas e soltando um urro, ejaculando tão forte que um jato veio direto no meu queixo e na minha boca. Lambi tudo o que a minha língua conseguia alcançar, enquanto eu acelerava os movimentos e gozava fartamente dentro do seu cu.

Saí de dentro dele e me deitei ao seu lado. Meu maior medo era que, após a excitação ter passado, ele fugisse e voltasse a me evitar, pois não sei se aguentaria passar por tudo aquilo de novo. Consumado o sexo, meu desejo por ele não diminuiu, e tudo o que eu queria era dormir abraçado com ele, que permanecia inerte de barriga pra cima, olhando para o teto, enquanto meu sêmen escorria de dentro dele, manchando o lençol.

– Eu fugi de ti todo esse tempo. – começou ele, devagar, sem olhar pra mim. – Porque eu tinha medo de que isso acontecesse se eu ficasse perto de ti novamente.

– Mas você se arrepende do que aconteceu entre a gente? – perguntei, temendo a resposta.

– Sim. – disse ele. – Porque eu gostei, e eu não queria ter gostado.

– Eu não quero te perder de novo, Rafael. – falei. – Mesmo que você só queira a minha amizade, eu aceito.

– Nunca me passou pela cabeça assumir um relacionamento gay. – ele continuou, como se eu não tivesse falado nada. – Não é isso o que eu quero pra minha vida. Não quero passar por tudo o que eu vejo os gays passando, não quero deixar minha família triste.

– Eu não te pedi em namoro. Nem disse que eu um dia vou me abrir pro mundo. Minhas escolhas e o que eu sou ou o que eu gosto só dizem respeito a mim.

Ele virou a cabeça pra mim e deu um meio sorriso triste. Pela janela, a noite de repente se iluminou com os fogos de artifício comemorando a chegada de 2014. Ficamos nos olhando com os rostos próximos um do outro e assim adormecemos. No dia seguinte, acordamos e não falamos sobre o acontecido. Tomamos banho separados e descemos para o café da manhã por volta das 10 horas. O Lucas não fez menção de ter suspeitado de nada, mas claro que ele sabia tudo o que tinha ocorrido.

Durante as semanas seguintes, voltamos à nossa relação costumeira. Saíamos juntos, conversávamos praticamente todo o dia, e as mensagens pelo Whatsapp era frequentes durante o dia inteiro. Não demorou muito e transamos novamente, numa tarde de domingo na casa dele, quando estávamos excitados demais para nos comportar. Logo as transas ficaram mais frequentes, e ficamos mais à vontade com a nossa relação carnal. Uma vez ele me surpreendeu ao me estapear, puxar pelos cabelos e dizer que naquele dia, eu seria a putinha dele (foi sexy demais ouvir isso saindo da boca dele), e me comeu furiosamente.

Em abril, veio o banho de água fria. A empresa na qual ele trabalhava o designou para um cargo no escritório de Manchester, na Inglaterra, para o qual ele deveria se mudar em 15 dias. Não conseguimos nem aproveitar o tempo que nos restava, já que ele praticamente morou na empresa durante esse tempo, e o pouco que passávamos juntos era preenchido pela profunda melancolia de saber que nos separaríamos.

Ele se mudou, mas não deixamos de nos comunicar todo dia. A saudade estava insuportável, e enfiei a cabeça nos estudos da minha pós graduação.

Em julho, fui recompensado pelos céus.

Fui aceito para fazer parte de uma turma de pós graduação em Ensino de Informática na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Era ensino à distância, mas convenci a família de que era essencial que me aprofundasse nas pesquisas morando próximo à Universidade, e em agosto eu estava voando em direção ao Rafael. Nossa distância se reduziu de milhares de quilômetros para pouco menos de 200. Passei a morar próximo à Universidade na mesma cidade, e a distância entre Cambridge e Manchester era coberta por uma viagem de trem que levava no máximo três horas.

Nossos fins de semana eram quentes, mesmo no inverno. Às vezes eu ia pra lá, às vezes ele vinha pra cá, tudo muito melhor do que no Rio de Janeiro, cheio de pessoas conhecidas de quem nos esconder. Vez ou outra ele saía com alguma garota que ele conhecera na balada, e eu também voava por outros lugares. Preso ao trabalho, ele não podia viajar muito, mas sempre arranjava um tempo para pegar o trem comigo e ir para outras cidades conhecer parte daquele mundo nosso.

Dois anos depois, nossas vidas mudaram bastante. Talvez eu escreva num futuro próximo (ou não) sobre como, numa das noitadas que passamos por Manchester, conhecemos a Marina, que pôs o nosso mundo de ponta cabeça, ou as visitas esporádicas do Lucas a Cambridge e como fizemos um trio sensacional certa noite em Liverpool após altas doses de vodca. Ou como o Lucas acabou nu no banheiro do Emirates Stadium num jogo do Arsenal e foi preso por atentado ao pudor. Acho que várias histórias que passamos aqui dariam um livro. Por enquanto, vivemos, eu, Rafael, Marina e (vez ou outra) Lucas, sem pensar em como será amanhã. É só isso o que importa.

Fim



46 comentários

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  1. Loop

    Que conto perfeito, meu Deus! Apaixonado pela forma com que você escreve, fiquei passado com o a sua coragem em ter dito que estava apaixonado.

  2. Andrew K

    Até que enfim essa “estória” (muito fantasiosa) acabou! Espero que outros que se arrisquem a escrever contos, que sejam reais e coerentes. Tchau querida!

  3. Junio

    Achei que seria aquele final clichê do qual nao aguento mais. Mas em vez disso vc tbm viajou kkkkkkk. Contornou nem a historia. Adorei colocar a regiao dos lagos em destaques, aqui é lindo e todos deveriam conhecer. Moro na regiao dos lagos , arraial na minha opiniao é mais bonito que buzius kkkk, mas vale o gosto de cada pessoa. Ótimo conto, serio mesmo, leio contos há mais de 5 anos, e o seu é bom. Parabéns !

  4. Tere

    Porra, muito top essa história ! Vivo como vocês, terminei meu namoro com uma garota recentemente e só curto pessoas que são “heteros” moro em teresopolis! Queria entrar em contato com vocês!! Se interessarem me deixem um contato!

  5. TERE

    Muito top esse conto, vivo vida hetero como vocês ! Curto somente esse perfil, sofro na busca de pessoas assim, já quês são de difícil acesso! Terminei meu namoro com uma garota a pouco tempo, queria muito conhecê-los, estou em Teresopolis, ao lado de Petrópolis, onde tudo esquentou!! Se possível deixe um contato pfv

  6. Leitor

    Que grande perca de tempo foi ter lido essa estória. Conto mega fantasioso, que vai de um enredo a outro em dois tempos. Esse conto só reforça a ideia de que todo gay foi molestado. Uma bela de uma porcaria.

  7. gaucho

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Nem sei o que falar, apenas estou rindo. Cara da próxima tenta evitar chliches por que seu conto ta pior que novela mexicana.
    #Alice

  8. felipe

    Decepcionante!!!! Novamente um monte de detalhes desnecessários, e foi muito final feliz pra ser vdd! Sua criatividade na parte 1 acabou na parte 2, inventa outros contos, não continue com essa história por favor! Apesar de tudo me excitei e gostei da foda com o Rafael, só isso tbm…

  9. AdvCarioca

    Excelente conto. Gosto de histórias/estórias com detalhes. Parabéns! Espero que haja uma continuação, conforme você escreveu no último parágrafo.
    Um grande abraço,
    AdvCarioca.

  10. LucasRc

    Nossa eu comecei lendo esse conto ontem e fiquei triste(pq tava com mt vontade de ver o q ia acontecer depois daquele final do cap anterior) achando q ia demorar pra postarem a outra parte ai do nada hj vi q já tinha a parte final :v Gostei mt msm do conto, foi tudo tão intenso( e eu gostei bastante pq vc conta em detalhes o q aconteceu, tipo como eles se conheceram *-*) Espero q continue com contos incríveis como esse (❍ᴥ❍ʋ)

  11. Rodrigo Sabih

    Amei o conto, mas achei essa última parte bem fantasiosa e não me conveceu muito, porém gostei e fiquei conformado com o fim hahahaha
    Achei o conto bem real, possível de acontecer e em algumas partes até pensei “Eu acho que ele passou por isso de verdade”. No mais, parabéns!

  12. Alex

    Tem horas que vc rodeia e viaja demais, pra que falar que o amigo chegou no helicóptero do pai, ou que foi preso no jogo do Arsenal, e dai? Vc perdeu a mão no final quando introduziu mais gente, parece que acelerou o conto e se perdeu ali. Vc escreve muito bem, mas da próxima não coloque tantos detalhes desnecessários

  13. Anônimo

    Nossa que lindo fiquei imaginando uma pessoa da minha escola lindo demais ele loiro dos olhos azuis e joga futebol nossa amei seu conto.❤

  14. Anônimo

    Que legal a historia de vcs, por trechos gozei forte, por outras fiquei emocionado, obrigado por dividir a historia de vcs, por causarem essas sensações, muitas felicidades a vcs. Quero uma relação assim tbem.

  15. Aham

    Sem entrar no mérito do conto (o cara escreve bem, apesar da incoerência de fatos), o mais engraçado é gente acreditando q essa história é real, hahaha

  16. Anônimo

    Amei o conto. Simplesmente perfeito, completo. E que não ficava na numa chatice sem eira nem beira, um conto muito bem amarrado, desenvolvido como uma novela incrível, daquelas que todo dia você quer assisti o capítulo. Acho que precisará contar mais das histórias que vieram depois, simplesmente amei mesmo.

  17. Anônimo

    Não gostei do final, ficou meio que vago! Pensei que eles se acertariam e ficariam juntos… Mas o conto é bom, pena que na realidade as pessoas não levam mt a sério o que é o amor, principalmente qnd ele parte da dor de uma desavença ou de um mal pretesto!


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