Conto Erótico

Tudo aconteceu na casa do Rogério, meu melhor amigo – Parte 2

Conto Erótico

Vi Roberto deitado de bruços sob o Sol na parte rasa da piscina. Ele me olhou e sorriu.

“Vais ficar de sunga? Precisa?” disse, rindo!

Acho engraçado hoje, quase 15 anos depois, ler desses contos fictícios por aí e ver a desenvoltura dos rapazes após sua primeira experiência, por que eu estava num turbilhão de pensamentos ali, parado, no batente da porta.

Parte 1

Além de sentir-me dolorido, muito confuso pelo que acontecera, confuso por ter gostado e um tanto assustado com o que viria, não só neste momento, na piscina, como dalí em diante! Como seria minha relação com meu amigo, com os pais dele, com Roberto, comigo mesmo…

Entrei na piscina do lado oposto à ele e nadei em sua direção. Ele me olhava mordendo o lábio inferior e com os olhos semiserrados, imaginando, creio, que eu o provocava, na verdade não sabia como agir. Em todo caso, enfrentaria a situação. Quem está na chuva quer se molhar, na piscina então, que diferença faria?

Me aproximei e ele sentou na borda da parte rasa, que formava um degrau. Estendeu um braço para me puxar, mas parei pouco mais de um metro dele.

“Não acho que devíamos fazer de novo” soltei, com forças vindas sabe lá Deus de onde.

“Por que?” ele perguntou, sempre sorrindo.

“’Tou meio dolorido e não tem camisinha”

“Chupa?” ele perguntou?

Achei entranho… Senti um pouco de nojo e curiosidade, mas, marinheiro de primeira viajem, achei melhor não arriscar. Sinalizei com a cabeça que não, lentamente e titubeando.

Ele sorriu. A esse ponto começava a realmente achar o sorriso dele lindíssimo. Ele levantou, exibindo seu corpo forte ao sol. Notei como era forte! Apesar de não ter aquela barriga esculpida, comum nas revistas e baladas por aí, possuía um corpo muito musculoso, um braço largo e alguma gordura, que suavizava as linhas entre as protuberâncias cultivadas com anos de esportes e musculação. Me agradava esse visual, mais natural.

Ele entrou em casa, sem falar nem uma palavra, saiu com sua calça nas mãos.
Remexeu os bolsos e tirou duas camisinhas.

Quando jogou a calça sobre uma cadeira, percebi que seu membro já endurecia, aí pude vê-lo melhor. Não era gigantesco, nos anos que se passaram, conheci maiores, mas bastante grosso, como raramente vi similar desde então.

Senti-me engasgar! Ele colocava a camisinha e me olhava, cada vez mais rígido, então entrou na piscina e veio em minha direção, por trás.

Me virou de frente para ele e abaixou, levantou-me colocando-me sentado no degrau da piscina. Da maneira que me segurava, com o braço passando sob meu joelho esquerdo e com a mão no meu ombro, via seu braço forte. Com o outro braço, abaixou minha sunga e tentou encaixar-se em mim.

A posição era um tanto incômoda, empurrei-o pelo peito e o olhei bem nos olhos:

“Vai devagar, tá?”

Ele sorriu lindamente, me beijou os lábios e disse, encostando as pontas de nossos narizes: “Não quero te machucar”. Pouco depois senti-o me invadindo.

Apesar do cuidado para meu queixo não bater no meu próprio joelho e pela distensão que sentia nos músculos da coxa, a sensação era fantástica! Até quis que ele soltasse minha perna, mas desta maneira sentia penetrar-me mais fundo que antes, no banheiro.

O abraçava o máximo que podia, agarrei-me às costas dele com força, tentando não arranhá-lo muito.

Depois de alguns minutos, senti que Roberto exauria de segurar-me, então soltou minha perna. Segurei-o com as pernas e ele projetou-se para cima, ajoelhando-se no degrau. A troca de posição deu novo ânimo, então suas estocadas foram mais violentas e mais profundas. Minhas pernas estavam completamente abertas nesse momento, ele as levantou, me segurando e se apoiando pela parte de traz dos meus joelhos e seguiu, incessante.

Comecei a mexer meu corpo, contorcendo para ajudar sua penetração. Ele parecia ter saído de si por completo, e me olhava nos olhos, ofegante, e me penetrava com muita intensidade, sentia seus testículos baterem no meu cóccix! Apesar de ter segurado ao máximo, logo vi meus jatos fluídos na barriga de Roberto, que nem se abalou. Continuou, insano, por mais alguns minutos e enfim gozou.

Enquanto ele gozava e se contorcia, eu sentia seu membro pulsando dentro de mim e delirava em devaneios absurdos, poucos segundos depois, gozei novamente, quase nada, apenas algo, bastante líquido. Roberto riu novamente balançando a cabeça como quem diz “Não acredito…” Passou a mão pela sua barriga espalhando meu sêmen pelos seus pelos.

Me beijou mais uma vez e começou a conversar comigo.

Eu não falava mais lé-com-cré, esquecia algumas respostas. Sentia-me atordoado, o que provocava muitos risos em Roberto. Com o tempo, fui centrando meus pensamentos e conseguíamos conversar razoavelmente bem. Foi nessa hora que realmente senti pânico, uma reação tardia.

Ouvimos de longe uma voz: “Chegamos! Binho – meu apelido – tu taí?”

Acenei da piscina, já saindo para cumprimentar meu amigo e seus pais, não sem antes olhar fixamente para Roberto, que imediatamente acenou com a cabeça, compreendendo minha preocupação para que ninguém mais soubesse do ocorrido.

Cumprimentei meu amigo e seus pais. Almoçamos e estudamos como se nada houvesse acontecido… Exceto por alguns olhares e sorrisos marotos, mancomunados pelo segredo que nos uniria.

Depois de tudo isso, ficou realmente difícil manter a concentração e estudar, mas conseguimos nossa tão merecida graduação. Teríamos nossas últimas férias de verão em Porto Alegre, Rogério começaria a faculdade de engenharia em fevereiro, eu faria três línguas simultaneamente, até minha esperada mudança para São Paulo em Julho.

Roberto e eu passamos boa parte das férias juntos, em encontros secretos e rápidas viagens. Em Fevereiro, Roberto voltou para Santa Catarina, onde estudava, mas ainda aparecia em alguns feriados. Não me importava com a forma com que conduzíamos essa estranha relação, apesar de gostar dele, em meus devaneios, tudo era absolutamente sexual. Mas hoje, pensando melhor, lá no fundo, já sabia que tudo poderia mudar.

E mudou… Assim que chegou o inverno.

Era um sábado típico de inverno, com o céu límpido e azul, mas com um vento congelante. Ainda era muito cedo quando bati na porta da casa de Rogério e Roberto. Eu estava de malas prontas para sair de Porto Alegre e me mudar para São Paulo prosseguir com meus estudos e não tinha tempo a perder, nossos encontros tinham dia e hora para acabar!

“Entra logo” disse Roberto, me puxando pelo braço com força!

Como irmão do meu melhor amigo e sabendo do apreço que seus pais tinham por mim e por minha família, Roberto sabia que nosso relacionamento deveria ser mantido em segredo absoluto e evitava qualquer risco de sequer levantarmos alguma suspeita! Aos 24 anos, sabe-se dessas coisas! Eu com meus 18 anos, nem pensava em nada! Queria mais é nosso sexo tórrido!

Ele havia acabado de voltar à cidade nas férias de sua faculdade. Havíamos nos falados algumas vezes por telefone durante o período letivo, e nos vimos outras poucas vezes em feriados e dois ou três finais de semana.

“BLAM!!” Estrondou a porta fechada por Roberto sem soltar meu braço. Ele me empurrou na parede, ao lado da porta e segurou meu rosto com ambas as mãos e me beijou longa e docemente.

Durante o beijo o abracei e, safado, desci minhas mãos pelas suas costas largas e o puxei para perto de mim. Roberto soltou uma das mãos de meu rosto e colocou-a no meu peito, afastando-me um pouco. Então me olhou atentamente nos olhos e sorriu! Voltou a me beijar, desta vez me abraçando.

Estranhei um pouco aquela ternura toda! À esta altura, em nossos outros encontros, já estaríamos, no mínimo, nus. Mas gostei da novidade!

Quando cessaram as carícias, tirei minha camiseta e falei “Então, vamos pro seu quarto?”

Roberto sorriu: “Toma café comigo? Acabei de acordar! ‘Tás com fome?”

Aceitei o convite! Ele me pegou pela mão e me conduziu para a cozinha. Reparei o quanto ele havia mudado nos últimos meses. Havia emagrecido muito, o que definia muito mais os músculos do seu braço. Isso não me agradara muito inicialmente, os 15% de gordura corpórea que ele devia ter antes o deixavam, a meu ver, “no ponto”.

Aliás, no geral, Roberto estava com a musculatura muito mais definida, seu tórax estava gigantesco, seu cabelo meio comprido, dava-lhe um ar bagunçado, que associado ao seu sorriso maroto, quase infantil, sua barba bem rala, barba de um dia, a e seus olhos esverdeados, que naquela manhã brilhavam como safiras, o transformaram num dos homens mais bonitos que já havia visto na vida!

Olhei seu traseiro musculoso pelo short. A camiseta regata curta balançava enquanto ele andava e mostrava as dobrinhas nas costas dele que me deixava doido! Suspirei baixinho: “Nossa, você ainda ‘tá bem gostoso!

Roberto nem se virou. Deixou-me na mesa e abriu a geladeira, pegando uma série de frutas, sucos, bebidas, frios e geleias, então abriu o armário e pegou pão de forma e a torradeira, canecas e talheres.

“Bah, que BELO café da manhã, heim?” disse, surpreso.

Roberto sorriu torto, sentou-se na minha frente e disse “Serve-te aí! Tem cuca, que eu sei que tu adora!”

CUCA, para os não-gaúchos, é uma espécie de pão doce recheado de doce de leite e coberto com uma espécie farofa doce, os paulistas me perdoem, mas apesar das fantásticas padarias que existem por todo estado, as melhores do mundo, na minha opinião, a ausência de Cucas é imperdoável!

Ele tinha razão! ADORO CUCA! Roberto cortou uma generosa fatia para mim e me entregou, preparou-me um achocolatado com calma, enquanto eu o olhava, intrigado.

“Dae, gatão! Eu tenho coordenação nos membros, viu? Posso fazer meu café da manhã! Prepara pra ti, deixa que eu me viro!”

Roberto sorriu mais uma vez, sem falar… Até então, conversávamos muito quando não estávamos em pleno ato! Alguma coisa acontecia com ele, mas não me sentia com direito de questionar-lhe. Cada um com seus problemas.

Enquanto comia, em silêncio, passei meu pé pela perna dele com uma cara de safado surpreendente, levantando as sobrancelhas, sugerindo o inominável.

“Senti falta tua” foi a resposta, sem sequer me olhar.

Comecei a “puxar papo”. Roberto respondia monossilabicamente às minhas questões e nossa conversa mais parecia um questionário, o que começou a me incomodar sobremaneira!

Levantei-me da mesa, contornando-a. Sentei-me a seu lado, peguei um pote de geleia de maçã e abri, passei o dedo pegando um pouco da geleia, passei no rosto dele e lambi.

Roberto me olhou meio irritado, ajeitou-se na cadeira, afastando-se ligeiramente de mim e, sem sequer me olhar, falou: “Pra ti, eu sou um brinquedinho, né?”

Coloquei o restinho de geleia na bochecha dele novamente, lambi e respondi “Não necessariamente, mas…” Então lambi novamente sua bochecha e beijei-lhe suavemente.

Ele virou-se para mim e me deu um selinho. Voltou-se para seu sanduíche, deu mais uma mordida, em silêncio, mastigou e engoliu, enquanto eu, sentado voltado para ele, com uma mão apoiada em sua coxa, o olhava.

Roberto levantou-se, me puxou para si e me beijou com força. Segurou-me pelas pernas, levantando-me do chão, e me colocou sentado sobre a bancada da pia. Tirei-lhe a camiseta e ele me agarrou novamente, beijando meu peito e pescoço, então tirou minha bermuda e minha cueca e logo veio, rígido, tentando me invadir.

Sentir o toque da pele de Roberto me penetrando à seco e de forma tão abrupta me entontecia, cerrei os dentes com força para suportar a dor tão deliciosa e transpassei meus dedos sobre sua nuca. Comecei a me contorcer tentando manter o silêncio, nem sabia ao certo se estávamos sozinhos. Suas estocadas, geralmente fortes, estavam ainda mais intensas, doloridas, descuidadas, como se estivesse me punindo, irritado com alguma coisa.

Confesso que não reclamei.

Eu mal começava a delirar quando senti Roberto tirar seu pau de dentro de mim e espalhar sua gala sobre minha barriga.

Abracei-lhe tentando recuperar o fôlego, quando ouvimos a porta da casa bater. Poderiam ser os pais de Roberto ou seu irmão, meu amigo Rogério. Sequer havia perguntado sobre eles! Rapidamente coloquei minha bermuda e minha camiseta, Roberto saiu da cozinha levando a camiseta na mão, então vi seu irmão, Rogério, entrar.

Ele vestia apenas a calça xadrez de um pijama e a edição do jornal matinal, que usava tentando disfarçar seu pau nitidamente meia bomba das manhãs. Falou-me bom dia, sonado, e sentou na minha frente.

Conversamos um pouco, até que Roberto, voltou vestindo uma calça Jeans, tênis e uma camiseta branca. Cumprimentou-nos, pegou a chave do carro e saiu.

Evitei olhar muito para Roberto. Rogério, no entanto, acompanhava seus passos meticulosamente. Disfarcei comendo… DE NOVO, diga-se de passagem! Não aguentava mais comer!

Rogério serviu-me de suco de laranja e me olhou fixamente. Eu o encarei após alguns segundos e sorri, perguntando-lhe “Que foi?”

“Acho que você deveria parar de ver meu irmão, Binho…”

Quase infartei! Dei uma engasgada e senti um calafrio intenso subir dos pés à cabeça. Parei e mantive o olhar fixo.

“Eu saquei o que ‘tá acontecendo, aliás, acabei de ver um pouco… Com meus próprios olhos!”

Eu não sabia o que falar, estava paralisado. Então Rogério segurou minha mão e continuou:

“Não tenho nada contra essas coisas. Tu me conhece e acho até legal que meu irmão esteja passado por isso contigo, por que tu é que nem um outro irmão meu. Tu sabes, né?”

Acenei afirmativamente com a cabeça, sem entender ainda aonde ele chegaria com aquela conversa.

“Mas o problema é que meu irmão me contou…”

“Ele te contou?” Perguntei.

“Sim, contou! Contou-me na Páscoa, quando acabei pegando vocês pela primeira vez.”

A penúltima vez que havíamos nos visto tinha sido justamente na Páscoa. Senti-me tranquilo por ele saber a tanto tempo e não ter me recriminado até então. Talvez ele aceitasse a situação.

“O problema, Binho, é que meu irmão me contou esses dias que não para de pensar em ti, acho que ele ’tá se apaixonando por ti, e tu vai embora!”

“Mas ele nunca tá aqui, ele que sempre vai embora, por que eu não poderia ir? Não vou desaparecer, só vou vê-lo nas mesmas ocasiões que nos vemos hoje: Feriados e férias!”

“Acho que tu não entendeu direito. Meu irmão me disse que te ama. Me disse isso meio chorando! É… Ele anda esquisito… Eu xinguei ele um pouco e ele parou, mas tá meio foda p’rá ele isso tudo.”

Paralisei. Não me permitira, até então, corresponder a nenhum sentimento de Roberto, ainda mais um desta magnitude! Talvez eu mesmo estivesse apaixonado, mas formatar esse sentimento com um rótulo tão palpável era algo até então inconcebível para mim, até pela situação toda, os potenciais envolvidos, meus próprios tabus etc.

Levantei da mesa e disse: “Acho melhor eu ir embora agora”.

Rogério me acompanhou à porta e me abraçou, como de costume. Saí pela rua atordoado, até que vi Roberto sentado num banco, na praça que havia bem em frente a nossas casas.

Parei e o olhei. Ele parecia confuso e pensativo. Desviei o olhar e fui para casa, contando que ele não me vira.

Continua…

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34 comentários

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  1. AlexC

    Estou acompanhando o conto e é simplesmente maravilhoso! A maneira como escreve, a riqueza de detalhes facilita o leitor a imaginar a cena com clareza. Continue escrevendo para nós, porque, além da putaria, agora existe o requinte do amor, o que muitos de nós gays sentimos, mas, por uma sociedade preconceituosa e antiquada, muitas vezes não nos permitimos viver e sentir essa maravilha que é o amor! Estou ansioso para saber o decorrer da história e que ótimo que seu amigo agiu dessa maneira, completo de amor e amizade, lindo!

  2. Junisantt01

    Eu adorei o conto ….. Mas acho q ta ficando muito meloso sla só acho e poderia ter mais paixão e menos amor afinal o cara te ‘estuprou’ por desejo !!!!Mais continua q ta bom e manda foto dele kkk

  3. Anónimo

    Amando esse conto. Só lê aqui no King uns 3 contos e com esse acho q é 4 ou 3, n lembro, mas sempre acabo me apaixonando pelos contos.
    Continue o mais rápido possível por favor

  4. Gabriel

    Gente, estou apaixonado por essa história.. Primeiro conto que eu fico completamente vidrado, a sua escrita é perfeita, a maneira que você conta os detalhes, os seus sentimentos.. São perfeitos.. Quero a continuação, e um Final Feliz, por favor!!!

  5. Luan Carlos

    Olá, tenho 18 anos sou passivo e adoro ser fêmea na cama me add no whats e vem me fazer gozar feito uma louca. Quero ser sua putinha e gemer feito uma cadela… bora brincar na real? 13 9 82171766


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