Apostei que ia comer um hétero, o jovem Rafael – Parte 2

Não dormi direito durante a noite inteira. Vez ou outra acordava e fitava o Rafael dormindo ao meu lado, e a excitação de tê-lo ali tão próximo de mim me deixava a tal ponto que bati mais duas punhetas no banheiro pela madrugada. Mas nada parecia fazer passar a necessidade imensa que eu tinha de pular em cima dele.
Às 5 da manhã eu decidi que nem valia a pena tentar dormir novamente. Me sentei na cama, escorado na cabeceira e fiquei mexendo no celular, navegando pelas redes sociais, tentando matar tempo. Por volta das 7, sinto o lado oposto da cama se mexer por um momento, e quando olho pro lado, tenho o privilégio de vê-lo acordando, ainda confuso, naquele torpor que todos temos nos segundos após acordar de uma noite de sono.
Ele estava de ressaca, não tomava banho havia quase 24 horas, estava com a cara amassada por ter dormido a maior parte da noite de bruços, mas ainda assim foi a visão mais linda que eu tive em muito tempo. Inicialmente ele semicerrou os olhos, e quando os abriu por completo e me viu, levou um susto. Obviamente os eventos do dia anterior começaram a tomar lugar na memória dele, quando ele perguntou, hesitante:
– Onde é que a gente tá?
– Numa pousada. – respondi olhando pra ele. – Ficamos no bar até mais tarde do que pretendíamos e achei melhor dormir aqui por Petrópolis do que pegar a estrada à noite com um cara desmaiado no banco de trás. Além disso, se fôssemos pegos numa blitz, eu estaria fudido.
– É mesmo… – começou ele, sonolento. – Tu me carregou pra cá? Não faço a mínima ideia de como saí do bar.
– Eu vim te apoiando. Se bem que tiveram momentos em que tu ficava querendo descer a mão pela minha bunda, queria me beijar e me chamava de Marcela. – menti. Vamos ver até onde isso vai, pensei.
Ele arregalou os olhos e pareceu escandalizado com o que eu disse. Marcela era o nome da imbecil que teve a coragem de dar um pé na linda bundinha dele. De repente, ele ficou tão vermelho que parecia um gringo que ficou tempo demais debaixo do sol.
– Caralho, me desculpa, cara. – começou ele, com uma das mãos na cabeça, abismado. – Eu… eu… não me lembro disso, me desculpa mesmo, eu…
– Relaxa. – falei rindo, pra desanuviar o ambiente. – Sei que eu tenho a bunda bonita, mas não deixo qualquer um passar a mão nela, estou esperando alguém especial. – brinquei. Então peguei uma toalha limpa e joguei pra ele. – Agora vai tomar banho, porque pior do que ter um cara bêbado querendo me comer é dormir com esse bêbado na mesma cama sabendo que ele tá mais sujo que o Cascão.
Ele riu, pediu desculpas de novo e entrou no banheiro. Pra minha infelicidade, ele fechou a porta e só pude imaginar ele pelado ali, a menos de dois metros de mim, separado por uma parede.
Pagamos a conta, e saímos de Petrópolis às 9 da manhã. Fomos conversando durante todo o tempo, e pude perceber como a nossa amizade tinha se fortalecido tanto em apenas um dia. Passamos de estranhos a conhecidos, e então de conhecidos a amigos rapidamente. Não ocorreu nenhum silêncio constrangedor durante a viagem de volta, daqueles que parecem surgir quando duas pessoas estão desconfortáveis na presença uma da outra. Contávamos piadas, falamos sobre nossos gostos musicais, que eram praticamente idênticos, sobre programas de TV, quais atrizes eram mais gostosas e diversos outros assuntos. Quando o deixei em casa, ele saiu do carro, se debruçou na janela do passageiro e disse:
– Valeu pela companhia, cara. Acho que foi o melhor final de semana que passei aqui desde que me mudei.
– Foi ótimo mesmo. – tentei disfarçar meus olhinhos brilhando. – E eu não estou querendo só ser educado quando digo que você pode contar comigo. Gosto mesmo de ti, pode me ligar a qualquer hora se precisar conversar ou quiser sair por aí.
Ele sorriu, agradeceu e saiu andando em direção ao seu prédio. Depois de suspirar por ele enquanto o observava caminhando de costas, dirigi até a minha casa, onde dormi o resto do dia depois de bater mais um punheta pensando nele.
A semana foi passando e eu fui ficando cada vez mais íntimo do Rafael. Era hábito trocarmos mensagens pelo Whatsapp durante o dia e conversarmos pela Internet durante a noite. Fiquei sabendo mais sobre ele, a família, e fui me abrindo mais para ele, que passou a saber fatos da minha vida (claro que confessar o fato de eu gostar de homens nem passou pela minha cabeça). Vez ou outra o Lucas me cutucava querendo saber em que ponto estava minha relação com o Rafael, mas eu sempre deixava claro que ainda não tinha conseguido ultrapassar a barreira da amizade.
Chegada a sexta-feira, liguei pro Rafael e perguntei se ele topava ir numa casa de festas que ficava em Copacabana à noite. Ele falou que sim e nos encontramos no estacionamento do lugar por volta de 11 da noite, quando ainda não havia lotado. Claro que eu nem esperava que rolasse alguma coisa entre nós naquela noite porque um cara como ele arranjaria uma transa bem fácil naquele lugar, e não demorei pra perceber que eu estava certo quando ele avistou duas amigas conversando próximo ao bar. Já me puxando em direção a elas, ele foi logo avisando que a morena era dele. Eu ficaria com a ruiva.
Com o passar da noite, descobrimos que aquelas rochas eram mais sólidas do que achávamos que seriam. O que era para ser uma transa fácil acabou se mostrando um jogo particularmente complicado. Beijos, amassos, mas não conseguíamos que nenhuma das duas abrisse a guarda para que rolasse algo a mais. Da minha parte, eu estava com o pau marcando a calça de tão duro enquanto ela se esfregava em mim, e ela percebia isso, mas nem fazia menção de segura-lo ou me deixava colocar a mão por dentro de sua calça colada.
Uma hora da madrugada e eu decidi que há uma enorme diferença entre se fazer de difícil e fazer cu doce. Dei um “passa-fora” na guria e fui sozinho pro bar. Nem 10 minutos depois o Rafael se junta a mim com a palavra “FRUSTRAÇÃO” gravada em letras maiúsculas na sua cara. Acontece que, inadvertidamente, ao despachar a garota que estava comigo, acabei com qualquer possibilidade que ele tinha de levar sua amiga pra cama, já que as duas iam juntas pra casa. Não pude deixar de rir da cara dele.
– Ei, tá rindo de quê, filho da puta? – disse ele, numa raiva fingida. – Vou ficar na mão por tua causa. Meu pau tá trincando aqui. – e começou a rir também.
– Ué, a noite mal começou. É só voltar à caça. – falei, já me levantando para procurar uma presa em potencial.
Nem cinco minutos se passaram e meu celular tocou. Era o síndico do meu prédio avisando que, de algum modo, alguns ladrões invadiram o edifício, saquearam alguns apartamentos e que, se eu pudesse, seria bom que eu fosse até lá o mais rápido possível para que verificasse se algo meu havia sido roubado. Desesperado, corri até o Rafael e o avisei que tinha que ir embora.
– Mano, preciso ir agora! – comecei. – Meu síndico me ligou e disse que teve um arrastão em alguns apartamentos no meu prédio. Tenho que ir agora, porque se eu fui roubado, tenho que fazer um BO o mais rápido possível.
– Eu vou contigo.
– De jeito nenhum que eu vou estragar a tua noite com os meus problemas. Pode ficar aí que eu me viro.
– Eu não perguntei a tua opinião. – disse ele, sério. – Eu já disse que eu vou contigo e ponto final.
Sério, eu o teria beijado ali, naquele momento e naquele lugar sem me importar com as consequências, não fosse o meu nervosismo com a situação.
Chegamos ao estacionamento do meu prédio (em carros diferentes, mas tenho duas vagas) e, nem bem estacionei, saí correndo pro elevador rezando para que o meu apartamento tivesse saído ileso do roubo. No corredor, já vi que a fechadura estava forçada, e fiquei em pânico. Mas, ao me aproximar, verifiquei que o furto não chegou a se concretizar. Segundo o síndico, eram três marginais que se revezavam nos apês (foram 8 assaltados no total). Felizmente pra mim, eles perceberam a chegada da polícia e fugiram antes que o arrombamento da minha porta fosse concluído. Resultado: teria que providenciar uma fechadura nova para a minha porta no outro dia, e só.
– Porra, fiquei de pau na mão hoje e nem aconteceu nada. – Rafael disse. – Síndico filho da puta…
Me virei pra encarar o Rafael e iniciar um pedido de desculpas e sugerir que voltássemos pra boate, quando as palavras ficaram presas na minha garganta, e simplesmente esqueci o que eu ia dizer. Estávamos na sala da minha casa, com ele sentado de pernas abertas num canto do sofá e com o pau totalmente duro fazendo pressão na calça, como se estivesse louco pra pular dali. Encarei aquela delícia por uns 3 segundos que pareceram uma eternidade e disse, querendo soar divertido, mas falhando miseravelmente na intenção:
– Qual é cara, tá na seca? – disse. – Vai bater punheta lá no banheiro então!
– Porra, tá foda. – falou ele, rindo. – Acho que vou ver se rola uma puta hoje à noite.
Ele ria, mas falava sério. Percebi três coisas:
1) Ele queria mesmo fuder, e na falta da mina da balada, ia atrás de uma puta na rua sim.
2) Ele estava em princípio de embriaguez. Longe daquele estado em que ele ficou da última vez, mas alegre o suficiente pra ficar de pau duro no sofá da casa do amigo, rindo da situação e falando em pagar uma puta com a naturalidade de quem vai na padaria comprar manteiga.
3) Eu também estava com o tesão nas alturas, e mandei a prudência às favas. Era tudo ou nada naquela noite. O universo já tinha me ajudado o suficiente ao me proporcionar aquela situação na qual me encontrava e eu nunca me perdoaria se não aproveitasse.
Vamos ver no que vai dar.
– Nossa, eu não saio mais de casa por hoje. – falei. – Mas tô de pau duro pra caralho também. Quer ver filme? – E todo o meu ser estava concentrado naquele momento rezando a todos os santos, implorando pra que aquela cartada desse certo.
– Tu tem o quê aí? – respondeu ele, interessado.
– Ah, vou procurar por aqui. – falei. Por um momento pensei em pôr um filme gay pra ver o que rolava, mas isso seria uma medida muito arriscada, e eu já estava caminhando sobre gelo fino. Me decidi por um hétero mesmo.
Com o DVD nas mãos, caminhei trêmulo até o aparelho para coloca-lo. O Rafael parecia levemente desconcertado depois que segui em frente com a sugestão dele, mas o tesão que ele obviamente estava sentindo e precisando extravasar figurava estampado no seu rosto e na sua calça.
Me sentei no outro extremo do sofá e deixei o filme rolar. No começo, rolaram alguns comentários típicos da situação: piadas envolvendo o filme claramente realizadas com o intuito de quebrar o silêncio constrangedor entre nós. Com o tempo, não falávamos mais nada, com ele de olhos grudados na tela e eu dando rápidas encaradas no pau dele que parecia latejar cada vez mais por baixo da roupa que ele usava. Era uma tortura para nós dois.
Foi quando criei coragem, abri minha calça, coloquei meu pau duríssimo pra fora e mandei:
– Foda-se, tô doido pra bater punheta. Se não fizer agora, vou explodir! – falei, olhando pra TV, mas atento à sua reação ao meu lado.
Comecei massageando a cabeça do meu pau, que tem 19 cm, é torto pra esquerda e bem veiúdo. Eu já estava todo melado a essa altura, e subia e descia a mão no meu cacete, enquanto com a outra alisava meu peitoral. Dava pra ouvir o barulho da fricção molhada entre a minha mão e o meu cacete, principalmente quando eu chegava ao final e expunha a cabeça completamente.
Passaram-se cerca de dois minutos e ouvi ele abrindo o zíper da sua calça também. Quase morri. Eu iria ver o pau dele pela primeira vez. Ele não disse uma palavra enquanto descia a calça e a cueca até o tornozelo, nem olhou pra mim, apenas para a TV. O pau dele era só um pouco menor que o meu, mas era grosso, com a cabeça bem vermelha. Ele também estava todo melado do pré-gozo, e começou uma punheta lenta, mas firme. Quando ele soltou um suspiro e jogou a cabeça pra trás, eu soube que era a hora de atacar.
Em menos de dois segundos, eu me ajoelhei aos pés dele, tirei a mão dele daquele pau maravilhoso e enfiei ele na minha boca. Ele levou um susto imenso, falou “CARALHO” e quase levanta do sofá, mas eu chupei aquele pau como se não houvesse amanhã (e poderia nem haver, já que ele provavelmente acabaria nossa amizade naquela noite). Minha boca parecia um desentupidor de pia no pau dele, que se contorcia todo, gemia e vez ou outra tentava empurrar minha cabeça pra longe dele, mas sem muita convicção.
Modéstia à parte, eu chupava com maestria. Engolia o pau inteiro, babava ele todo e sugava todo o líquido que saía da cabeça. Com a mão, fazia pressão na base dos testículos, fazendo ele tremer inteiro. Desci minha mão até o pé dele e tirei seus tênis e a calça que ainda pendia nos seus calcanhares, mas sem tirar a boca do seu pau. Depois de um tempo, ele pareceu desistir de me empurrar, e só gemia a cada sugada que eu dava nele. Quando vi que era seguro, desci a língua pelos ovos dele enquanto massageava o seu pau. Minha língua foi percorrendo sua pele pelo caminho que ia até o seu cu.
Relutantemente, ele ia abrindo as pernas conforme eu ia chegando lá. A primeira pincelada que eu dei no cu dele com a minha língua fez com que ele se arrepiasse todo. Ele estava com um dos pés no chão e o outro em cima do sofá, comigo ajoelhado no chão chupando o cu dele, enquanto ele se contorcia e balbuciava “não, cara”, “para com isso”, “eu não gosto disso”, “vai se fuder caralho” e outras coisas que não consegui discernir. Aos poucos, fui fazendo com que ele se virasse e ficasse de bruços no sofá, enquanto eu enfiava a minha cara na bunda dele e fazia a festa no seu cu. Eu apertava a bunda dele e dava tapas leves. Em certo momento, vi a mão dele se fechar em torno de uma almofada ao mesmo tempo em que fechava os olhos e isso me encheu de um tesão inexplicável. Eu queria penetra-lo.
Fui subindo a minha língua pelas suas costas, enquanto enfiava um dedo no cu dele, que o mordeu como se tivesse dentes. Meu pau latejava, querendo entrar no seu buraco. Quando cheguei à sua orelha, a mordi, e o ouvi suspirar pesadamente. Eu estava pronto. Ele estava pronto. Meu pau chegou na altura da sua bunda, e quando a cabeça da minha rola entrou em contato com o anel dele, ele abriu os olhos subitamente, parecendo acordar de um transe, e se dando conta da situação em que estava.
Em uma fração de segundos, eu estava no chão, com o rosto doendo por um soco desferido por ele, que demonstrava estar absolutamente transtornado.
– VAI SE FUDER SEU VIADO FILHO DA PUTA! – gritou ele. – EU NÃO SOU VIADO NÃO, PORRA!
Eu nem tive como responder o que ele falava. Ainda estava entorpecido pelo tesão, ao mesmo tempo que minha cara doía.
Rapidamente ele vestiu sua calça, e saiu descalço pela porta com os tênis na mão, batendo a porta ao sair. Antes que isso acontecesse, pude ver a fúria em seu rosto, e percebi que nossa amizade tinha acabado naquele momento.
Continua…
Pessoal, o comentário de vocês continua sendo importante.



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