Me Transforme em Hétero – Parte 2

Conto Erótico: Me Transforme em Hétero – Parte 2

Me Transforme em Hétero - Parte 2

Imagem: Divulgação

Me Transforme em Hétero – Parte 2

Acabei descobrindo que Breno era 05 anos mais velho do que eu. Apesar da cara de moleque sem vergonha, ele tinha 22 anos e eu nos meus recém 17 anos. Olhando para ele, poderia dizer que tinha a mesma idade que a minha. Ele era loiro, usava o cabelo comprido no estilo surfista, olhos bem azuis, barba por fazer, estatura baixa, magro.

O que eu mais gostava de olhar nele era seu sorriso safado e sua cara de moleque levado. Não demorou muito tempo e começamos a aprender cada vez mais um sobre o outro. Ele era filho único, morava com os pais (que viviam em uma crise conjugal), tinha uma namorada (bonita por sinal) e já tinha tentado outros cursos, mas sempre desistia na metade (torci para que dessa vez ele fosse até o fim).

Começamos a fazer tudo junto,

trabalhos em grupo, apresentações, saiamos no intervalo e andávamos sempre colados. Literalmente parecíamos unha e carne. Eu gostava da experiência que ele tinha com as coisas, da facilidade que ele tinha em fazer amizades e como eu me tornava notável próximo a ele.

No serviço eu como qualquer outro estagiário me sentia explorado. Acham que por você ser estagiário, tem a obrigação de servir de escravo. Mas eu não podia reclamar, estava aprendendo um pouco e tendo um dinheiro para gastar com minhas necessidades particulares. Além do que me sobrava tempo para poder estudar.

Acabei descobrindo que o senhor “cantadas de pedreiro” se chamava Iruam. Uma inversão do nome Amauri. Como eu sempre evitava ficar próximo dele por não me sentir bem, nunca procurei saber seu nome. Até que um dia em uma roda de colegas, descobri ao acaso. Era comum essas reuniões em repartições públicas (bem que dizem, com todo respeito, que funcionário público não trabalha mesmo). Em uma dessas reuniões resolveram combinar um almoço coletivo em um restaurante.

Na hora do almoço,

todos se ajeitando para ir, descobri que o tal do restaurante ficava longe e necessitávamos ir de carro. O pessoal foi se ajeitando nos carros e para meu azar (sim, na época eu pensei que fosse uma conspiração do universo), eu tive que ir no carro do Iruam. Eu sempre demonstrava antipatia por ele, mas mesmo assim, o infeliz não desgrudava. Como eu necessitava de um favor dele (no caso, uma carona) resolvi melhorar um pouco minha cara de desgosto.

Pedi licença e entrei no carro, no lado do passageiro. Ele sorriu e entrou ao lado do motorista:

– Enfim sozinhos! – Ele disse sorrindo maldosamente.

Nesse momento, me fiz de o cara mais ingênuo do mundo e rebati:

– Pois é, mas logo se reunimos todos de novo no restaurante.

Ele deu um sorriso amarelo e continuou.

– Então sr. Ethan, você tem namorada?

-Não!

– Mas tem uns rolinhos pelo menos. Não sei como vocês dizem hoje em dia. Ficar… alguma coisa assim. Você está ficando com alguém?

– Às vezes (menti!).

– Legal. Quando eu tinha sua idade eu aprontava bastante também. Gostava muito de sair à noite e….

Eu não ouvia mais o que ele falava e ficava pensando se demoraria muito ainda para chegar no restaurante. Mas ele mal tinha ligado o carro.

– Então? – Ele me perguntou.

– Hã? Desculpe, eu estava longe – fui pego de surpresa.

– Você está longe hein rapazinho. O que você gosta de fazer quando está de várzea (gíria que significa estar à toa, sem fazer nada).

– Eu assisto filmes, leio, escuto música, coisas normais.

-Interessante. A gente pode combinar qualquer dia desses de sair e trocar umas ideias o que você acha?

– Ahh sim, vamos ver. Daí a gente combina.

– Podemos beber umas cervejas, conversar um pouco e assim nos conhecemos melhor – quando ele terminou de falar, sua mão estava bem próxima a minha coxa esquerda.

Eu olhei para a mão dele e educadamente tirei ela daquele lugar.

– É… a gente marca quando eu não tiver aula.

– Desculpe colocar a mão assim, eu estou acostumado a fazer isso, minha ex esposa sempre sentava aí e quando saíamos de carro eu fazia isso. Então ainda não perdi esse costume.

– Ok –  dei o sorriso mais sem graça.

– Mas você tem umas coxas bem fortes – ele disse isso apertou minha coxa novamente, mas dessa vez bem na metade da perna, esparramando sua mão aberta por toda minha coxa. Você por acaso malha?

– Não. A genética que é boa mesmo! – Respondi rispidamente.

-É… deve ser…. genética boa.

***************

No restaurante tudo ocorreu normalmente e todos se divertiram muito. A comida era espetacular e a única coisa que me causava indigestão era imaginar que teria que voltar até o serviço com o Iruam. Eu sabia que o que ele estava fazendo era uma forma de assédio sexual, mas não tinha como provar. Eu era novo na empresa, apenas um estagiário e também não queria causar confusão. Ficava naquela situação delicada de omissão e vergonha de conversar com alguém sobre isso. Durante o almoço, diversos temas aleatórios foram pauta de risadas e um tema puxava outro e quando percebíamos estávamos falando sobre a importância da fotossíntese (brincadeira, mas é mais ou menos isso mesmo). Em um dos assuntos estavam falando sobre casamente e filhos:

– E você Iruam, quando vai casar? Vai ficar solteirão para o resto da vida? Já passou da hora de casar e ter filhos? Nunca vejo você com ninguém! – Alguém falou.

– Cala a boca – Iruam respondeu no meio a risadas.

Puts. Era mentira o que ele tinha me dito sobre ex esposa e pegar nas suas coxas. Não que isso fosse modificar algo, mas ele havia acabado de mentir para mim e para sua surpresa, a máscara caiu em menos de uma hora depois. Nesse momento eu reparei que ele ficou sem graça e olhou diretamente para mim. Ele percebeu que eu havia notado sua mentira.

Após uns minutos resolvi que precisava esvaziar a bexiga devido quantidade de refrigerante que havia bebido. Pedi licença e me levantei.

– Vou aproveitar e ir também! – Disse Iruam.

Meu cérebro gritou: “Poxa, nem no banheiro esse cara me deixa em paz! Será que ele vai querer se desculpar agora pela mentira? Ele não me deve satisfação nenhuma, cara chato da [email protected]$#!”.

Ao entrar no banheiro ele foi falando o quanto o restaurante era bom e a comida saborosa e tal. Ele foi para o mictório. Por motivos óbvios preferi usar as cabines. Ao sair da cabine ele ainda estava mijando, e disse:

– Você tem vergonha de usar o mictório? Por acaso tem o piu-piu pequeno?

Meu cérebro deu sinal de alerta: “[email protected]#$! Quem hoje em dia fala piu-piu? Fala pinto de uma vez seu merda! ”.

– Não tenho vergonha não!

– E o pinto é pequeno? – Disse ele fazendo graça.

– Normal – respondi meio sem saber o que dizer. Se eu falasse que era grande ele podia pedir para ver. Se eu falasse que era pequeno ele podia tirar sarro. Se eu usasse uma resposta meio “hétero” tipo “elas nunca reclamaram” ele veria na minha fala que eu era um mentiroso (porque eu nunca tinha transado com mulheres). Então foi a coisa mais lógica e rápida que consegui pensar.

Nisso ele dá uma risada e vira na minha direção com o pênis ainda na mão.

– Na verdade o tamanho não importa muito desde que você saiba usar.

Eu sabia o que ele estava fazendo. Ele queria ver se eu iria olhar para o pênis dele. Mas eu era mais ligeiro do que ele. Não iria cair nessa armadilha barata que ele formulou. Continuei olhando para a cara dela na pose hétero do ano e disse:

– É o que dizem – já aproveitei para lavar as mãos.

– Você tem cara de ter o piu-piu…

Nesse momento um cara entrou no banheiro e eu quase dei uma medalha para ele por salvar eu daquela conversa tosca.

Saímos do banheiro, mas me bateu uma curiosidade. Será que ele ia falar que tenho cara de ter o pau pequeno ou grande? Mas obviamente eu não iria perguntar.

No caminho de volta ele estava ainda mais alegre do que na ida.

– Então sr. Ethan piu-piuzudo!

– O que te leva a pensar que eu tenho o pinto grande?

– Sei lá, dedução.

– Já disse que é normal.

– Então qualquer dia desses você me mostra o “normal”.

Nesse momento não pude deixar escapar a oportunidade.

– Você gosta de ficar vendo o pinto dos outros?

– Não, claro que não! É só por curiosidade mesmo.

Meu cérebro disse: “Sei”.

****

Na faculdade tudo ocorreu na mesma monotonia de sempre. O que me alegrava era ver Breno e poder a cada dia mais se aproximar mais dele.

– E aí Ethan, tenho uma coisa boa para te contar!

– Desembuche!

– Fomos convidados para uma festa! E você tem que ir!

– Por que Breno?

– Porque a menina que nos convidou está afim de ficar com você. E vai ser muito da hora o lugar cara. Certeza que eu não falto!

– Ficar comigo, quem? – Eu disse assustado.

– Você não vai lembrar, mas ela é muito gatinha. Estou com inveja de você garanhão (ele me beliscou na barriga nessa hora), vai se dar bem hein? – ele arqueou as sobrancelhas fazendo cara de safado.

-É… – respondi tentando ser convincente e abismado ao mesmo tempo.

Meu cérebro deu seu último alerta naquele dia. A palavra não era uma das mais bonitas. Mas era o que definia o momento: “[email protected]#U!”

CONTINUA.

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